Havendo a necessidade de aprovar o Estatuto Orgânico do Hospital Geral do Cuanza-Norte «Mário Coelho Pinto de Andrade», localizado na Província do Cuanza-Norte, com vista a garantir o seu pleno e harmonioso funcionamento;
Em conformidade com os poderes delegados pelo Presidente da República, nos termos do artigo 137.º da Constituição da República de Angola, e da alínea e) do artigo 10.º do Regime Jurídico da Gestão Hospitalar, aprovado pelo Decreto Presidencial n.º 260/10, de 19 de Novembro, conjugado com o n.º 1 do artigo 6.º do Estatuto Orgânico do Ministério da Saúde, aprovado pelo Decreto Presidencial n.º 277/20, de 26 de Outubro, determino:
CAPÍTULO I
Disposições Gerais
Artigo 1.º
Definição e natureza
- 1. O Hospital Geral do Cuanza-Norte «Mário Coelho Pinto de Andrade» é um estabelecimento público de saúde da rede hospitalar de referência nacional, integrado no Serviço Nacional de Saúde para a prestação diferenciada, especializada e qualificada de assistência médica e de cuidados de enfermagem.
- 2. O Hospital Geral do Cuanza-Norte «Mário Coelho Pinto de Andrade» é uma pessoa colectiva pública, dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, cuja capacidade jurídica abrange todos os direitos e obrigações necessários ao cumprimento das suas atribuições.
Artigo 2.º
Objectivos
- Constituem objectivos do Hospital Geral do Cuanza-Norte «Mário Coelho Pinto de Andrade»:
- a) Prestar assistência médica e de enfermagem especializada de excelência, respeitando os tempos de atendimento de acordo com as prioridades clínicas e padrões nacionais de tempos de espera;
- b) Formar profissionais nas várias especialidades médicas e cirúrgicas e facultar áreas de estágios para licenciaturas e pós-graduação no ramo da saúde;
- c) Ser um Hospital de referência nacional na área de assistência hospitalar, considerando sempre como meta a excelência através da avaliação permanente do estado da arte, desenvolver projectos de investigação científica e obter acreditação internacional;
- d) Servir de unidade sanitária para dar resposta aos casos dos doentes da Junta Nacional de Saúde e diminuir as evacuações.
Artigo 3.º
Princípios
- Na prossecução das suas atribuições, o Hospital Geral do Cuanza-Norte «Mário Coelho Pinto de Andrade» rege-se pelos seguintes princípios:
- a) Humanização na prestação de serviço;
- b) Actuação com rigor, dignidade e ética profissional;
- c) Equidade no atendimento;
- d) Comprometimento com os valores do Hospital;
- e) Disponibilidade permanente para a aquisição de novas competências;
- f) Cultura da meritocracia;
- g) Trabalho em equipa multidisciplinar e multiprofissional;
- h) Respeito pelas diferenças;
- i) Zelo pelo património público;
- j) Pontualidade e assiduidade;
- k) Segurança e qualidade no atendimento.
Artigo 4.º
Atribuições
- São atribuições do Hospital Geral do Cuanza-Norte «Mário Coelho Pinto de Andrade»:
- a) Assegurar aos utentes assistência médica e medicamentosa de qualidade e prestação de cuidados de enfermagem diferenciados;
- b) Contribuir para a redução da morbi-mortalidade das doenças mais frequentes;
- c) Prestar cuidados de saúde diferenciados na área médica e cirúrgica aos utentes, tanto inseridos localmente, como transferidos das outras unidades sanitárias, através do sistema de referência e contra referência;
- d) Contribuir no desenvolvimento das unidades sanitárias periféricas através da retroinformação, diagnóstico e superação dos seus problemas ligados aos doentes transferidos;
- e) Promover acções que visem a melhoria da qualidade dos serviços prestados;
- f) Promover a formação e investigação em saúde;
- g) Zelar pelo desenvolvimento dos profissionais e auto-satisfação;
- h) Realizar outras tarefas que lhe sejam incumbidas pelo órgão de superintendência;
- i) Exercer as demais atribuições estabelecidas por lei.
Artigo 5.º
Legislação aplicável
- O Hospital Geral do Cuanza-Norte «Mário Coelho Pinto de Andrade» rege-se pelo presente Estatuto e pela seguinte legislação:
- a) Lei de Bases do Sistema Nacional de Saúde;
- b) Regulamento Geral das Unidades Sanitárias do Serviço Nacional de Saúde;
- c) Regime Jurídico de Gestão Hospitalar;
- d) Regime Jurídico aplicável aos Institutos Públicos;
- e) Normas aplicáveis à Administração Pública;
- f) Outras normas especiais decorrentes das suas atribuições.
Artigo 6.º
Superintendência
O Hospital Geral do Cuanza-Norte «Mário Coelho Pinto de Andrade» é exercido sob a superintendência administrativa e metodológica do Ministério da Saúde, exercidas de acordo com os artigos 10.º e 11.º do Decreto Presidencial n.º 260/10, de 19 de Novembro.
CAPÍTULO II
Organização em Geral
Artigo 7.º
Estrutura orgânica
- A estrutura orgânica do Hospital Geral do Cuanza-Norte «Mário Coelho Pinto de Andrade» compreende os seguintes órgãos e serviços:
- 1. Órgão Deliberativo:
- Conselho Directivo.
- 2. Órgãos de Direcção:
- a) Director Geral;
- b) Direcção Clínica;
- c) Direcção de Enfermagem;
- d) Direcção Pedagógica e Científica;
- e) Direcção Técnica;
- f) Administração.
- 3. Órgão Consultivo:
- Conselho Geral.
- 4. Órgão de Fiscalização:
- Conselho Fiscal.
- 5. Órgãos de Apoio Técnico:
- a) Conselho Clínico;
- b) Conselho de Enfermagem;
- c) Conselho Pedagógico e Científico;
- d) Conselho Técnico;
- e) Conselho Administrativo.
- 6. Comissões Especializadas.
- 7. Gabinete do Utente.
CAPÍTULO III
Organização em Especial
SECÇÃO I
Conselho Directivo
Artigo 8.º
Composição, funcionamento e competência
- O Conselho Directivo é o órgão deliberativo de direcção, composto pelos seguintes membros:
- a) Director Geral, que o preside;
- b) Director Clínico;
- c) Director de Enfermagem;
- d) Director Pedagógico e Científico;
- e) Director Técnico;
- f) Administrador.
Artigo 9.º
Competências
- O Conselho Directivo tem as seguintes competências:
- a) Aprovar o plano estratégico, os planos anuais e os documentos de prestação de contas;
- b) Aprovar o projecto de orçamento e as fontes de gerência a submeter ao órgão de superintendência;
- c) Aprovar os regulamentos internos;
- d) Apreciar previamente os projectos para a celebração de contratos-programa externos e internos;
- e) Abordar todas as questões relacionadas com os aspectos estruturais, materiais e humanos que lhe forem apresentados pelos diversos órgãos do Hospital ou outras instâncias;
- f) Definir as linhas de orientação a que devem obedecer a organização e o funcionamento do Hospital, nas áreas clínicas e não clínicas, propondo a criação de novos serviços, sua extinção ou modificação;
- g) Definir as regras atinentes à assistência prestada aos doentes, assegurar o funcionamento harmónico dos serviços de assistência e garantir a qualidade e prontidão dos cuidados de saúde prestados pelo Hospital;
- h) Promover a realização, sob proposta do Director Clínico, da avaliação externa do cumprimento das orientações clínicas relativas à prescrição de medicamentos e meios complementares de diagnóstico e terapêutica, bem como dos protocolos clínicos adequados às patologias mais frequentes, em colaboração com as ordens dos profissionais envolvidos e instituições nacionais e internacionais de índole científica de reconhecido mérito;
- i) Autorizar a introdução de novos medicamentos e outros produtos de consumo hospitalar com incidência significativa nos planos assistenciais e económico;
- j) Aprovar a criação de Comissões Especializadas e a indicação dos seus integrantes e responsável;
- k) Velar para que a assistência no Hospital seja desenvolvida dentro das normas éticas que presidem à assistência sanitária;
- l) Decidir sobre a realização de ensaios clínicos e terapêuticos, ouvida a Comissão de Ética e Deontologia, sem prejuízo das disposições aplicáveis;
- m) Controlar e dar respostas às queixas e reclamações que sejam formuladas pelos utentes acerca da assistência recebida, controlar e ditar medidas sancionatórias no caso dos pagamentos irregulares realizados pelos doentes ao pessoal do Hospital;
- n) Garantir a execução das políticas referentes aos recursos humanos, designadamente as relativas à sua admissão, nomeação, dispensa, avaliação, regime de trabalho e horário, faltas, formação, segurança e incentivos;
- o) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou superiormente determinadas.
SECÇÃO II
Director Geral
Artigo 10.º
Definição e provimento
- 1. O Director Geral é uma individualidade de reconhecido mérito, com o grau académico de licenciatura, formação em gestão hospitalar, experiência e capacidade adequadas às funções do Hospital.
- 2. O Director Geral é nomeado pelo Ministro da Saúde, em comissão de serviço de 3 anos renováveis.
- 3. No exercício das suas funções, em caso de ausência ou impedimento, o Director Geral é substituído pelo Director Clínico.
Artigo 11.º
Competências
- O Director Geral tem as seguintes competências:
- a) Representar o Hospital em juízo e fora dele;
- b) Coordenar e dirigir todas as actividades do Hospital mediante a planificação, controlo e avaliação do seu funcionamento no âmbito dos seus departamentos e com respeito aos serviços que prestam;
- c) Executar as políticas e programas de saúde no Hospital;
- d) Preparar o plano estratégico e os planos anuais do Hospital, incluindo os respectivos orçamentos e submetê-los à aprovação do Conselho Directivo;
- e) Propor a nomeação e exoneração de outros membros da Direcção;
- f) Nomear e exonerar os titulares de cargos de chefia;
- g) Elaborar normas internas que se mostrarem necessárias ao funcionamento dos Serviços;
- h) Fazer cumprir as disposições legais e regulamentares aplicáveis;
- i) Exercer o poder disciplinar sobre todos os funcionários do Hospital, independentemente do seu regime laboral;
- j) Prestar contas do programa de trabalho e orçamento executado;
- k) Planificar e garantir a manutenção do Hospital;
- l) Adoptar medidas para tornar possível a continuidade do funcionamento do Hospital, especialmente nos casos de calamidades, emergências e outras circunstâncias especiais;
- m) Celebrar contratos-programa externos e internos;
- n) Presidir ao Conselho Directivo;
- o) Presidir ao Conselho Geral;
- p) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 12.º
Gabinete de Apoio ao Director Geral
- 1. O Gabinete de Apoio ao Director Geral é o órgão de apoio directo e pessoal que assegura a actividade do Director Geral no seu relacionamento com os outros órgãos e serviços internos do Hospital e com outras entidades públicas ou privadas.
- 2. As funções de assessoria jurídica, segurança interna, marketing e cooperação internacional, gestão de informação e documentação, imprensa e comunicação institucional estão integradas no Gabinete de Apoio ao Director Geral.
- 3. O Gabinete de Apoio ao Director é dirigido por um Chefe de Gabinete com a categoria de Chefe de Departamento.
SECÇÃO III
Direcção Clínica
Artigo 13.º
Definição e composição
- 1. A Direcção Clínica é o órgão encarregue de dirigir, coordenar e supervisionar todas as actividades dos serviços clínicos e técnicos.
- 2. A Direcção Clínica é dirigida por um Director escolhido mediante eleição prévia dentre os médicos especialistas de reconhecida idoneidade moral, cívica e competência profissional, pertencentes ao quadro permanente da Carreira Médica Hospitalar com categoria de Chefe de Serviço ou, se não existir, com a categoria imediatamente inferior (assistente graduado) pertencente ao Serviço Nacional de Saúde.
- 3. O Director Clínico é nomeado, em comissão de serviço de 3 anos renováveis, por Despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Director Geral.
- 4. No exercício das suas funções, o Director Clínico é coadjuvado por Directores de Serviços.
- 5. À Direcção Clínica são adstritos os seguintes serviços:
- a) Serviços Clínicos e Técnicos;
- b) Serviço de Apoio ao Diagnóstico e Terapêutica;
- c) Serviço de Admissão, Arquivo e Médico-Estatístico.
Artigo 14.º
Competências
- O Director Clínico tem as seguintes competências:
- a) Dirigir, supervisionar, coordenar e assegurar o funcionamento harmónico dos Serviços Médicos e outros Serviços Clínicos, propondo ao Director Geral as medidas necessárias para o seu melhor funcionamento;
- b) Compatibilizar, do ponto de vista técnico, os planos de acção global do Hospital;
- c) Detectar permanentemente, na produtividade assistencial do Hospital, os eventuais pontos de estrangulamento, tomando ou propondo as medidas adequadas;
- d) Fomentar a ligação, articulação e colaboração entre os serviços de prestação de cuidados médicos e de diagnóstico e terapêutica de modo a ser obtido o máximo de resultados dos recursos disponíveis através de uma utilização não compartimentada da capacidade instalada;
- e) Resolver os conflitos que surjam entre os serviços de acção médica;
- f) Participar no processo de admissão e promoção do pessoal médico e de diagnóstico e terapêutica;
- g) Promover acções que valorizem o pessoal médico e de diagnóstico e terapêutica;
- h) Zelar pelo cumprimento dos programas ou normas nacionais sobre as patologias mais frequentes, garantindo o cumprimento dos respectivos protocolos clínicos, incluindo a prescrição de medicamentos e meios complementares de diagnóstico aprovados;
- i) Coordenar a elaboração dos protocolos clínicos;
- j) Aprovar medidas sobre o diagnóstico e tratamento em cada serviço, assegurando a viabilidade, qualidade e relação custo-benefício da assistência, sempre que tal se mostrar conveniente e não existirem programas ou normas nacionais sobre a matéria;
- k) Implementar instrumentos de garantia de qualidade técnica dos cuidados de saúde prestados aos utentes;
- l) Velar pela observância da ética e deontologia médicas e decidir sobre qualquer dúvida ou omissão nessa matéria, enquanto se aguarda o competente pronunciamento da Comissão de Ética e Deontologia;
- m) Velar pelo desenvolvimento das carreiras médicas e de diagnóstico e terapêutica;
- n) Aprovar os planos de férias dos médicos e outros profissionais sob sua responsabilidade;
- o) Avaliar e aprovar as escalas de urgência e consultas externas do pessoal do seu pelouro;
- p) Colaborar com os demais órgãos do Hospital nas actividades de formação, investigação e em todos os assuntos de interesse comum;
- q) Emitir parecer técnico das acções desenvolvidas nas áreas de formação e investigação;
- r) Supervisionar e aprovar os planos de acção anual dos serviços sob a sua responsabilidade;
- s) Promover a elaboração dos regulamentos internos dos serviços sob a sua responsabilidade;
- t) Propor ao Director Geral a criação de Comissões Especializadas da sua esfera de actuação;
- u) Presidir ao Conselho Clínico e às Comissões Especializadas que sejam criadas na sua esfera de actuação;
- v) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 15.º
Serviços Clínicos e Técnicos
- 1. Aos Serviços Clínicos e Técnicos incumbe, com a salvaguarda das competências técnicas e científicas atribuídas a outros serviços, planear e dirigir toda actividade do respectivo serviço da acção médica, sendo responsável pela correcção e prontidão dos cuidados de saúde a prestar aos doentes, bem como pela utilização e eficiente aproveitamento dos recursos postos à sua disposição.
- 2. Os Serviços Clínicos e Técnicos são dirigidos por médicos especialistas dos correspondentes serviços, com a categoria de chefe de serviço ou assistente graduado, nomeados pelo Director Geral no cargo de Director de Serviço, sob proposta do Director Clínico.
- 3. Os Serviços Clínicos classificam-se em quatro grupos:
- a) Serviços de Urgência, que compreende:
- i. Medicina;
- ii. Ginecologia e obstetrícia;
- iii. Cirurgia;
- iv. Pediatria;
- v. Ortopedia;
- vi. Laboratório clínico de apoio às urgências;
- vii. Farmácia de apoio às urgências;
- viii. Bloco operatório de urgência.
- b) Serviços de Ambulatório, que compreende:
- i. Consultas externas;
- ii. Estomatologia.
- c) Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Terapêutica, que compreende:
- i. Anestesia;
- ii. Assistência social;
- iii. Bloco operatório;
- iv. Central de esterilização;
- v. Farmácia central;
- vi. Hemodiálise;
- vii. Hemoterapia;
- viii. Laboratório de anatomia patológica;
- ix. Laboratório de patologia clínica;
- x. Laboratório histopatológico;
- xi. Imagiologia (RM, TAC, ecografia, mamografia, ortopantomografia);
- xii. Medicina nuclear;
- xiii. Radioterapia;
- xiv. Medicina física e de reabilitação;
- xv. Psicologia clínica;
- xvi. Endoscopia digestiva.
- d) Serviços de Internamento:
- i. Medicina interna;
- ii. Cirurgia geral;
- iii. Pediatria;
- iv. Ginecologia e obstetrícia;
- v. Neonatologia;
- vi. Cirurgia pediátrica;
- vii. Cuidados intensivos;
- viii. Cardiologia;
- ix. Dermatologia;
- x. Endocrinologia;
- xi. Gastroenterologia;
- xii. Maxilo-facial;
- xiii. Nefrologia;
- xiv. Neurocirurgia;
- xv. Hemodiálise;
- xvi. Oftalmologia;
- xvii. Otorrinolaringologia;
- xviii. Psiquiatria;
- xix. Ortopedia e traumatologia;
- xx. Serviço de doenças infecciosas e parasitárias;
- xxi. Urologia;
- xxii. Oncologia clínica.
- 4. Compete, em especial, ao Director de Serviço:
- a) Elaborar o regulamento interno do serviço;
- b) Definir a organização da prestação de cuidados de saúde e emitir orientações na observância das normas emitidas pelas entidades competentes;
- c) Elaborar o plano anual de actividades e orçamento do serviço;
- d) Analisar mensalmente os desvios verificados face à actividade esperada e às verbas orçamentadas, corrigi-los ou, se necessário, propor medidas correctivas ao Director Clínico;
- e) Assegurar a produtividade e eficiência dos cuidados de saúde prestados e proceder à sua avaliação sistemática;
- f) Promover a aplicação dos programas de controlo de qualidade e de produtividade, zelando por uma melhoria contínua da qualidade dos cuidados de saúde;
- g) Garantir a organização e constante actualização dos processos clínicos, designadamente através da revisão das decisões de admissão e de alta, mantendo um sistema de codificação correcto e atempado das altas clínicas;
- h) Propor ao Director Clínico a realização de auditorias clínicas;
- i) Garantir a actualização das técnicas utilizadas, promovendo por si ou propondo aos órgãos competentes as iniciativas aconselháveis para a valorização, o aperfeiçoamento e a formação profissional do pessoal do serviço, bem como organizar e supervisionar todas as actividades de formação e investigação;
- j) Tomar conhecimento e determinar as medidas adequadas em resposta às reclamações apresentadas pelos utentes;
- k) Assegurar a gestão adequada dos recursos humanos, incluindo a avaliação interna do desempenho global dos profissionais, dentro dos parâmetros estabelecidos;
- l) Exercer o poder sobre todo o pessoal do seu serviço, independentemente do regime de trabalho que o liga ao Hospital;
- m) Promover a manutenção de um sistema de controlo interno eficaz destinado a assegurar a salvaguarda dos activos, a integridade e fiabilidade do sistema de informação e a observância das leis, dos regulamentos e das normas aplicáveis, assim como o acompanhamento dos objectivos globais definidos;
- n) Garantir o registo atempado e correcto da contabilização dos actos clínicos e providenciar a gestão dos bens e equipamentos do serviço;
- o) Assegurar a gestão adequada e o controlo dos consumos dos produtos mais significativos, nomeadamente medicamentos e material clínico;
- p) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
- 5. O Director de Serviço pode delegar as suas competências a outros médicos especialistas dos serviços, reservando sempre para si o controlo da actividade do mesmo.
Artigo 16.º
Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Terapêutica
- 1. Os Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Terapêutica realizam os processos assistenciais próprios de cada uma das especialidades ou valências.
- 2. Os Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Terapêutica agrupam o pessoal médico especializado e os respectivos técnicos de diagnóstico e terapêutica, que desenvolvem as suas funções nas suas respectivas áreas de trabalho.
- 3. Cada Serviço de Apoio ao Diagnóstico e Terapêutica é dirigido pelo profissional mais diferenciado em termo de categoria da respectiva carreira nomeado, em comissão de serviço de 3 anos renováveis, pelo Director Geral, sob proposta do Director Clínico, dentre os especialistas do correspondente Serviço.
Artigo 17.º
Serviço de Admissão e Arquivo Médico-Estatístico
- 1. O Serviço de Admissão e Arquivo Médico-Estatístico é a área encarregue de coordenar o processo de recolha, tratamento e disseminação centralizada da informação relativa a todos os doentes assistidos pelo Hospital.
- 2. O Serviço de Admissão e Arquivo Médico-Estatístico tem as seguintes competências:
- a) Registar de forma integrada e codificar a entrada do utente no Hospital, seja através dos Serviços de Urgência, das Consultas Externas, do Internamento, do Apoio ao Diagnóstico e Tratamento, da Morgue ou de qualquer outra área;
- b) Traçar o percurso do doente no Hospital até à saída da Instituição e realizar a respectiva contabilidade;
- c) Informar os utentes sobre o funcionamento das diversas áreas do Hospital como um todo;
- d) Orientar os utentes sobre as formas de contacto com as equipas de prestação de cuidados;
- e) Gerir indicadores através da compilação diária de dados estatísticos;
- f) Identificar as mudanças dos indicadores hospitalares, prestando informação atempada ao Conselho Directivo.
- 3. O Serviço de Admissão e Arquivo Médico-Estatístico tem um órgão de apoio ao internamento hospitalar denominado Central de Internamento.
Artigo 18.º
Pessoal que intervém nos processos assistenciais
- 1. Nos processos assistenciais intervém directamente diferentes profissionais de saúde:
- a) Médicos;
- b) Enfermeiros;
- c) Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica;
- d) Pessoal de Apoio Hospitalar.
- 2. O responsável de todos os processos assistenciais é sempre o médico, sendo assistido pelos demais profissionais das carreiras citadas no número anterior.
SECÇÃO IV
Direcção de Enfermagem
Artigo 19.º
Definição e composição
- 1. A Direcção de Enfermagem é o órgão encarregue de dirigir, coordenar e supervisionar todas as actividades dos serviços de enfermagem.
- 2. A Direcção de Enfermagem é dirigida por Director com Licenciatura em Enfermagem, nomeado, em comissão de serviço de 3 anos renováveis, por Despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Director Geral.
- 3. No exercício das suas funções, o Director de Enfermagem é coadjuvado por três supervisores, sendo um responsável pelas Urgências, outro pelo Ambulatório e outro pelo Internamento.
- 4. O Director de Enfermagem é responsável pelas actividades de enfermagem em todos os serviços, nomeadamente:
- a) Salas de internamento;
- b) Serviços de urgência e consultas externas;
- c) Bloco operatório e esterilização;
- d) Unidades de cuidados intensivos;
- e) Unidades de cuidados paliativos;
- f) Outras áreas de acordo com a unidade hospitalar.
Artigo 20.º
Competências
- Compete ao Director de Enfermagem:
- a) Dirigir, orientar, supervisionar e coordenar os serviços de enfermagem, velando pela correcção e qualidade técnica e humana dos cuidados prestados;
- b) Apoiar os Enfermeiros-Chefes de serviços na elaboração e implementação de planos de trabalho, formação em serviço e de prestação de cuidados de saúde;
- c) Aprovar as escalas elaboradas pelos Enfermeiros-Chefes;
- d) Velar pelo cumprimento da ética e deontologia de enfermagem;
- e) Colaborar na resolução de conflitos do pessoal sob seu pelouro;
- f) Colaborar com o Director Pedagógico e Científico nos planos de formação do pessoal do seu pelouro;
- g) Velar pelo cumprimento da implementação das disposições constantes da Carreira de Enfermagem;
- h) Aprovar o plano de férias anual do pessoal sob o seu pelouro;
- i) Coordenar a elaboração dos protocolos e rotina de enfermagem;
- j) Participar no processo de admissão e promoção do pessoal de enfermagem, em conformidade com a legislação em vigor sobre a respectiva carreira;
- k) Colaborar com a Direcção Pedagógica e Científica nas actividades formativas e de especialidade do pessoal sob seu pelouro;
- l) Promover a actualização e valorização profissional do pessoal de enfermagem;
- m) Colaborar com a Direcção do Hospital na elaboração e implementação de planos de acção no domínio da actualização e valorização do pessoal de enfermagem;
- n) Definir padrões de cuidados de enfermagem e indicadores de avaliação dos cuidados de enfermagem prestados;
- o) Presidir ao Conselho de Enfermagem;
- p) Assumir as funções que directamente lhe delegue o Director Geral em relação às suas áreas de actividades;
- q) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 21.º
Serviços de Enfermagem
- 1. São objectivos dos Serviços de Enfermagem:
- a) Prover assistência de enfermagem ao doente/utente por meio da utilização racional de procedimentos, de normas e rotinas, bem como de tratamentos e terapêuticas específicas de enfermagem, num contexto multiprofissional;
- b) Assistir o doente utilizando uma metodologia de trabalho fundamentalmente representada pelos planos globais ou individuais de assistência.
- 2. Os profissionais de enfermagem de todas as categorias estão hierarquicamente organizados por serviços clínicos, assegurando os cuidados de enfermagem, o cumprimento dos tratamentos prescritos e a realização dos exames complementares necessários, sob orientação médica.
- 3. Os Supervisores de Enfermagem são nomeados pelo Director Geral, sob proposta do Director de Enfermagem dentre os enfermeiros com perfil e capacidade requeridos para o cargo.
- 4. Compete aos Supervisores de Enfermagem:
- a) Colaborar com o Director de Enfermagem na melhoria dos padrões de assistência de enfermagem da Instituição;
- b) Supervisionar os cuidados de enfermagem e coordenar tecnicamente a sua actividade na respectiva área;
- c) Participar no processo de admissão de enfermeiros e sua distribuição nos serviços, tendo em conta as necessidades quantitativas e qualitativas;
- d) Avaliar os Enfermeiros-Chefes e participar extensivamente na avaliação dos outros enfermeiros;
- e) Colaborar na preparação de planos de acção e respectivos relatórios das áreas e promover a utilização optimizada dos recursos, com especial relevo para o controlo dos consumos;
- f) Incrementar métodos de trabalho que favoreçam um melhor nível de desempenho do pessoal de enfermagem e responsabilizar-se pela garantia da qualidade dos cuidados de enfermagem prestados em suas respectivas áreas;
- g) Cumprir e fazer cumprir o regulamento interno de enfermagem;
- h) Promover a divulgação da informação com interesse para o pessoal de enfermagem;
- i) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 22.º
Enfermeiro-Chefe
- 1. Cada Serviço Clínico conta com um Enfermeiro-Chefe nomeado pelo Director Geral, dentre os enfermeiros de reconhecido mérito, experiência e capacidades adequadas às funções do serviço em causa, sob proposta do Director de Enfermagem.
- 2. Compete, em especial, ao Enfermeiro-Chefe:
- a) Programar as actividades de enfermagem, definindo as obrigações específicas dos enfermeiros, bem como do pessoal de apoio hospitalar sob sua responsabilidade;
- b) Colaborar na preparação do plano de acção, da proposta do respectivo orçamento e contribuir para a sua execução;
- c) Promover a utilização racional dos recursos, dando particular atenção ao controlo dos consumos e motivando, nesse sentido, todo pessoal da unidade;
- d) Propor medidas destinadas a adequar os recursos humanos disponíveis às necessidades, nomeadamente no processo da elaboração de horários e planos de férias;
- e) Acompanhar a visita médica, fazendo anotações e interpretar todas as indicações dadas pelo corpo clínico;
- f) Manter a disciplina do pessoal sob sua orientação e assegurar o cumprimento integral do Regulamento Interno de Enfermagem;
- g) Distribuir tarefas concretas aos enfermeiros em função de horário de trabalho;
- h) Propor o nível e tipo de qualificação exigido ao pessoal de enfermagem em função dos cuidados de enfermagem a prestar;
- i) Elaborar as escalas de serviço e plano de férias dos enfermeiros e pessoal de apoio hospitalar sob sua responsabilidade;
- j) Manter informado o Supervisor sobre todos os assuntos relevantes do serviço;
- k) Elaborar e apresentar o relatório mensal, trimestral, semestral e anual ao Supervisor da sua área;
- l) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
SECÇÃO V
Direcção Pedagógica e Científica
Artigo 23.º
Definição e composição
- 1. A Direcção Pedagógica e Científica é o órgão encarregue de dirigir, coordenar e supervisionar todas as actividades de formação e investigação.
- 2. A Direcção Pedagógica e Científica é dirigida por um Director, escolhido dentre os médicos especialistas do Serviço Nacional de Saúde, com idoneidade cívica, moral e profissional reconhecida, de preferência com formação ou experiência na docência ou investigação.
- 3. O Director Pedagógico e Científico é nomeado, em comissão de serviço de 3 anos renováveis, por Despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Director Geral.
- 4. No exercício das suas funções, o Director Pedagógico e Científico é coadjuvado por dois Chefes de Departamento.
Artigo 24.º
Competências
- Compete ao Director Pedagógico e Científico:
- a) Promover e supervisionar todas as actividades de formação permanente do pessoal nos diversos níveis, com o objectivo de melhorar a prestação de cuidados de saúde;
- b) Dirigir o programa de internato médico e outras, coordenando as actividades com os órgãos competentes e os Colégios de Especialidades das Ordens Profissionais de Saúde;
- c) Integrar estudantes em formação pré-graduada, de acordo com os protocolos estabelecidos com as instituições de ensino;
- d) Implementar outras iniciativas de ensino, formação e superação técnica dos quadros do Hospital propostas pelo Director Clínico, de Enfermagem, Técnico e do Administrador;
- e) Propor ao Conselho Directivo todas as medidas que julgar necessárias para o desenvolvimento das actividades da sua esfera de actuação;
- f) Coordenar e homologar os estágios profissionais;
- g) Representar o Hospital, por delegação do Director Geral, junto das instituições de ensino ou de investigação na área das Ciências de Saúde;
- h) Colaborar com os Directores Clínico, de Enfermagem, Técnico e Administrador na elaboração dos planos de formação dos trabalhadores adstritos às respectivas áreas;
- i) Interagir com os Directores Clínicos, de Enfermagem, Técnico e Administrador na adequação do ensino e aprendizagem aos recursos humanos e meios disponíveis;
- j) Presidir ao Conselho Pedagógico-Científico e às Comissões Especializadas que sejam criadas para actividades de Ensino ou Investigação;
- k) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 25.º
Actividade docente e de investigação
- 1. O Hospital desenvolve, em coordenação com os órgãos competentes, 3 (três) tipos de formação:
- a) Formação inicial dos profissionais de saúde;
- b) Formação pós-graduada dos profissionais de saúde;
- c) Formação permanente para o pessoal clínico, técnico, administrativo e de apoio hospitalar.
- 2. Para desenvolver as actividades de formação e investigação, o Hospital pode estabelecer acordos com os hospitais, universidades, as escolas de enfermagem correspondentes e outras instituições da área de ensino, no País e no estrangeiro, em que são definidos o financiamento, plano e programa de estudos, o currículo de cada formação, o respectivo corpo docente, e mecanismo de certificação.
- 3. O desenvolvimento do programa de investigação deve reger-se por regulamento interno próprio, discutido e aprovado pelo Conselho de Direcção, sem prejuízo das normas estabelecidas em legislação própria.
Artigo 26.º
Organização
- As actividades de formação e investigação são dirigidas e coordenadas superiormente pelo Director Pedagógico e Científico, contando com os seguintes Departamentos.
- a) Departamento de Pré e Pós-Graduação;
- b) Departamento de Formação Permanente e Investigação.
Artigo 27.º
Departamento de Pré e Pós-Graduação
- 1. Compete ao Departamento de Pré e Pós-Graduação:
- a) Integrar os estudantes em pré-graduação nas actividades assistenciais do Hospital;
- b) Supervisionar as actividades relativas ao estágio dos profissionais de saúde desenvolvidas no Hospital por instituições públicas e privadas de ensino;
- c) Manter actualizados os processos individuais dos formandos;
- d) Proporcionar apoios administrativos às actividades de pré e pós-graduação;
- e) Propor e preparar os aspectos administrativos e logísticos para a realização de eventos científicos, em coordenação com o Departamento de Formação Permanente e Investigação;
- f) Supervisionar os funcionários em formação em outras instituições;
- g) Emitir pareceres sobre actividades do Departamento;
- h) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
- 2. O Departamento é dirigido por um Chefe de Departamento, escolhido dentre os funcionários com curso superior e mestrado nomeado, em comissão de serviço de 3 anos, pelo Director Geral, sob proposta do Director Pedagógico e Científico.
- 3. O Departamento de Pré e Pós-Graduação organiza-se em:
- a) Secção de Pré-Graduação;
- b) Secção de Pós-Graduação.
- 4. Cada Secção é dirigida por Chefe de Secção nomeado, em comissão de serviço de 3 anos renováveis, pelo Director Geral, sob proposta do Director Pedagógico e Cientifico, com habilitações mínimas de Licenciatura em qualquer área do saber da Saúde.
Artigo 28.º
Departamento de Formação Permanente e Investigação
- 1. Compete ao Departamento de Formação Permanente e Investigação:
- a) Efectuar levantamento sistemático e diagnóstico de necessidades, de modo a responder às exigências de formação dos funcionários;
- b) Propor, programar e acompanhar as acções de formação permanente e investigação;
- c) Proporcionar apoios administrativos às actividades do Departamento;
- d) Propor e preparar os aspectos administrativos e logísticos para a realização de eventos científicos;
- e) Definir as principais linhas de investigação da Instituição;
- f) Estabelecer parcerias com outras instituições de ensino no âmbito da pesquisa e investigação;
- g) Zelar pela qualidade e cumprimento da metodologia científica na investigação;
- h) Incentivar os profissionais à pesquisa e investigação;
- i) Emitir pareceres sobre actividades do Departamento;
- j) Exercer outras funções superiormente orientadas;
- k) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
- 2. O Departamento é dirigido por um Chefe de Departamento, escolhido dentre os funcionários com Licenciatura em uma das áreas do saber da saúde, nomeado, em comissão de serviço de 3 anos renováveis, por Despacho do Director Geral, sob proposta do Director Pedagógico e Científico.
- 3. O Departamento de Formação Permanente e Investigação organiza-se em:
- a) Secção de Formação Permanente;
- b) Secção de Investigação.
- 4. Cada Secção é dirigida por Chefe de Secção nomeado, em comissão de serviço de 3 anos renováveis, pelo Director Geral, sob proposta do Director Pedagógico e Científico, com habilitações mínimas de Licenciatura.
SECÇÃO VI
Direcção Técnica
Artigo 29.º
Definição, composição e competências
- 1. A Direcção Técnica é o órgão encarregue de dirigir, coordenar e supervisionar todas as actividades atinentes à manutenção preventiva e correctiva de todos os equipamentos e infra-estruturas do Hospital.
- 2. A Direcção Técnica é dirigida por um Director Técnico com formação superior em Engenharia Electromédica, Construção Civil, Mecatrónica, ou outra compatível com a natureza do cargo.
- 3. O Director Técnico é nomeado pelo Ministro da Saúde, em comissão de serviço de 3 anos renováveis, sob proposta do Director Geral.
- 4. No exercício das suas funções, o Director Técnico é coadjuvado por dois Chefes de Departamentos.
- 5. À Direcção Técnica estão adstritos os seguintes Departamentos:
- a) Departamento de Equipamentos, Tecnologias de Informação e Electromedicina;
- b) Departamento de Infra-Estruturas e Instalações.
Artigo 30.º
Competências
- O Director Técnico tem as seguintes competências:
- a) Disponibilizar de forma eficiente, e no respeito pelos valores do Hospital, o material necessário para o melhor desempenho de todos os prestadores de cuidados de saúde, promovendo a melhor experiência de todos os utilizadores;
- b) Assegurar o funcionamento e a optimização da cadeia de abastecimento de material de manutenção e equipamento;
- c) Coordenar e planear a gestão logística dos materiais: gestão de stocks, recepção, armazenagem central, distribuição e armazenagem avançada nos serviços utilizadores, de acordo com o modelo logístico mais adequado;
- d) Participar nos concursos para a contratação de serviços que servem de suporte à actividade do Hospital;
- e) Efectuar o reporte de custos vs orçamento e da monitorização das actividades subcontratadas;
- f) Promover a divulgação das boas práticas ao nível da saúde e implementar os projectos da política de saúde;
- g) Dirigir, coordenar e avaliar o funcionamento dos departamentos adstritos à Direcção Técnica;
- h) Elaborar relatórios e pareceres técnicos;
- i) Colaborar com os demais membros da Direcção para garantir o bom funcionamento dos equipamentos e instalações;
- j) Propor actividades de formação permanente;
- k) Presidir ao Conselho Técnico;
- l) Exercer as demais competências previstas na lei ou determinadas superiormente.
Artigo 31.º
Departamento de Equipamentos, Tecnologias de Informação e Electromedicina
- 1. Ao Departamento de Equipamentos, Tecnologias de Informação e Electromedicina compete, genericamente, a organização, o controlo da operacionalidade e a manutenção dos recursos técnicos e materiais do Hospital, incluindo os meios rolantes e as infra-estruturas e os equipamentos.
- 2. O Departamento de Equipamentos, Tecnologias de Informações e Electromedicina garante a imediata prestação de pequenos serviços de oficinas, carpintaria, serralharia, electricidade e outros.
- 3. Os serviços de manutenção de equipamentos podem ser contratados no mercado, mediante contratação pública.
- 4. O Departamento de Equipamentos, Tecnologias de Informação e Electromedicina tem, em especial, as seguintes competências:
- a) Fazer a manutenção, conservação e reparação dos equipamentos;
- b) Propor a aquisição de novos meios e o respectivo aprovisionamento;
- c) Efectuar o acompanhamento da execução de planos de obras quer sejam melhorias pontuais ou empreitada de raiz;
- d) Proceder à inventariação periódica e ao registo manual ou informatizado de todos os recursos técnicos e materiais da Instituição;
- e) Proceder a outras acções e medidas conducentes ao bom funcionamento da Instituição;
- f) Garantir e assegurar as comunicações de voz, dados, imagem, reprodução de documentos, informação Científica e CCTV;
- g) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
- 5. O Departamento de Equipamentos, Tecnologias de Informação e Electromedicina é dirigido por um Chefe de Departamento com o grau de Licenciatura na Área de Engenharia, nomeado pelo Director Geral, sob proposta do Director Técnico.
- 6. O Departamento de Equipamentos, Tecnologias de Informação e Electromedicina compreende a seguinte estrutura:
- a) Secção de Equipamentos e Electromedicina;
- b) Secção de Tecnologia de Informação.
- 7. As Secções do Departamento são dirigidas por Chefes de Secção que são nomeados pelo Director Geral, sob proposta do Director Técnico, com Licenciatura na Área de Engenharia, idoneidade e reconhecido mérito.
Artigo 32.º
Departamento de Infra-Estruturas e Instalações
- 1. Ao Departamento de Infra-Estruturas e Instalações compete, genericamente, a organização, o controlo da operacionalidade e manutenção das infra-estruturas e instalações.
- 2. O Departamento de Infra-Estruturas e Instalações garante a imediata manutenção preventiva e correctiva das infra-estruturas e instalações.
- 3. Os serviços de manutenção das infra-estruturas podem ser contratados no mercado, mediante contratação pública.
- 4. O Departamento de Infra-Estruturas e Instalações tem, em especial, as seguintes competências:
- a) Proceder à manutenção, conservação e reparação das infra-estruturas e instalações;
- b) Propor a aquisição de novos meios e o respectivo aprovisionamento;
- c) Acompanhar a execução de novos planos de obras, quer sejam melhorias pontuais ou empreitada de raiz;
- d) Organizar o arquivo de todas as plantas relativas às redes técnicas, bem como a documentação contendo as especificações técnicas de todos os meios técnicos e infra-estruturas;
- e) Proceder a outras acções e medidas conducentes ao bom funcionamento da Instituição;
- f) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
- 5. O Departamento de Infra-Estruturas e Instalações é dirigido por um Chefe de Departamento com o grau de Licenciatura na Área de Engenharia, nomeado pelo Director Geral, sob proposta do Director Técnico.
- 6. O Departamento de Infra-Estruturas e Instalações compreende a seguinte estrutura:
- a) Secção de Infra-Estruturas e Instalações Internas;
- b) Secção de Infra-Estruturas e Instalações Externas.
- 7. As Secções são dirigidas por Chefes de Secções nomeados pelo Director Geral, sob proposta do Director Técnico, com Licenciatura na Área de Engenharia, idoneidade e reconhecido mérito.
SECÇÃO VII
Administração
Artigo 33.º
Definição e composição
- 1. A Administração é o órgão encarregue da gestão administrativa, financeira e de apoio logístico à actividade assistencial do Hospital, desempenhando as suas funções nas suas dependências administrativas e dos Serviços Gerais.
- 2. A Administração é dirigida por um Administrador, escolhido dentre os técnicos nacionais de reconhecida idoneidade moral, com a licenciatura e formação na Área de Gestão, preferencialmente em Administração Hospitalar.
- 3. O Administrador é nomeado, em comissão de serviço de 3 anos renováveis, por Despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Director Geral.
- 4. No exercício das suas funções, o Administrador é coadjuvado por 3 (três) Chefes de Departamento e um Chefe dos Serviços Gerais.
- 5. À Administração são adstritos os serviços administrativos e gerais que agrupam todo pessoal que realiza as tarefas de gestão administrativa, financeira e de apoio logístico à actividade assistencial do Hospital.
- 6. Os Serviços Administrativos e Serviços Gerais agrupam-se em:
- a) Departamento de Planeamento e Gestão Financeira;
- b) Departamento de Recursos Humanos;
- c) Departamento de Contratação Pública;
- d) Serviços Gerais.
Artigo 34.º
Competências
- O Administrador tem as seguintes competências:
- a) Dirigir, coordenar e avaliar o funcionamento dos departamentos e serviços adstritos à Administração e às actividades do pessoal que integram esses serviços;
- b) Proporcionar a todas as direcções e serviços do Hospital o suporte administrativo e técnico específico, bem como os serviços gerais necessários para o cumprimento dos seus objectivos;
- c) Supervisionar e aprovar os planos anuais dos departamentos sob o seu pelouro;
- d) Fazer cumprir os horários de trabalho e os planos de férias do pessoal, nos termos da legislação vigente e com a colaboração dos demais directores;
- e) Assegurar a planificação do efectivo e a ocupação das vagas no quadro de pessoal;
- f) Assegurar o pagamento dos salários dos funcionários, dentro dos prazos determinados;
- g) Assegurar a regularidade na cobrança das receitas e no pagamento das despesas do Hospital;
- h) Apresentar um balanço mensal da Tesouraria;
- i) Encarregar-se da inventariação e da conservação do património;
- j) Elaborar os relatórios financeiros trimestrais e anuais e submetê-los à aprovação do Conselho Directivo com o parecer do Conselho Fiscal, e enviá-los ao Ministério das Finanças e ao órgão de superintendência;
- k) Colaborar com a Direcção Pedagógica e Científica nas actividades formativas e de especialidade do pessoal sob seu pelouro;
- l) Presidir ao Conselho Administrativo;
- m) Supervisionar as actividades da Comissão de Prevenção de Acidentes e Segurança no Trabalho;
- n) Exercer as demais competências previstas na lei ou determinadas superiormente.
Artigo 35.º
Departamento de Planeamento e Gestão Financeira
- 1. Ao Departamento de Planeamento e Gestão Financeira compete a elaboração das propostas de plano de actividades e de orçamento para cada exercício económico, bem como o controlo e monitorização da respectiva execução, o que se reflecte na organização de um conjunto de dados estatísticos de natureza física e de valor, que possibilitem uma eficaz e eficiente gestão dos recursos financeiros.
- 2. O Departamento de Planeamento e Gestão Financeira é dirigido por um Chefe de Departamento nomeado, em comissão de serviço de 3 anos renováveis, pelo Director Geral, sob proposta do Administrador, escolhido dentre os funcionários com Curso Superior de Gestão.
- 3. O Departamento de Planeamento e Gestão Financeira organiza-se em:
- a) Secção de Planeamento, Orçamento e Execução Financeira;
- b) Secção de Contabilidade, Custo, Tesouraria e Património.
- 4. Cada Secção é dirigida por Chefe de Secção nomeado, em comissão de serviço de 3 anos renováveis, pelo Director Geral, sob proposta do Administrador, tendo como habilitações mínimas a Licenciatura em Planeamento e Gestão Financeira, Contabilidade e Finanças, Economia ou equivalente.
Artigo 36.º
Departamento de Recursos Humanos
- 1. Ao Departamento de Recursos Humanos compete a gestão do pessoal quanto à sua contratação, remuneração, desenvolvimento, segurança social, higiene e saúde.
- 2. O Departamento de Recursos Humanos é dirigido por um Chefe de Departamento nomeado, em comissão de serviço de 3 anos renováveis, pelo Director Geral, sob proposta do Administrador, escolhido dentre os funcionários com Curso Superior de Gestão de Recursos Humanos, Administração Pública, Direito ou equivalente.
- 3. O Departamento de Recursos Humanos organiza-se em:
- a) Secções de Administração de Pessoal;
- b) Secção de Segurança Social, Higiene e Saúde no Trabalho.
- 4. Cada Secção é dirigida por Chefe de Secção nomeado, em comissão de serviço de 3 anos renováveis, pelo Director Geral, sob proposta do Administrador, tendo como habilitações mínimas a Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos, Administração Pública, Direito ou equivalente.
Artigo 37.º
Departamento da Contratação Pública
- 1. Ao Departamento da Contratação Pública compete a condução de todo o processo de formação e execução da contratação pública desencadeado pelo Hospital.
- 2. O Departamento da Contratação Pública é dirigido por um Chefe de Departamento, escolhido dentre os funcionários com o Curso Superior em Direito ou Finanças Pública, nomeado pelo Director Geral, em comissão de serviço de 3 anos renováveis, sob proposta do Administrador.
Artigo 38.º
Serviços Gerais
- 1. Os Serviços Gerais consistem nas actividades exercidas quer por funcionários do Hospital ou por entidades prestadoras de serviços susceptíveis de serem contratadas em conformidade com a legislação em vigor.
- 2. Os Serviços Gerais podem integrar os seguintes serviços:
- a) Hotelaria (higiene, limpeza, lavandaria, cozinha, alimentação, nutrição e jardinagem);
- b) Transporte;
- c) Segurança;
- d) Casa Mortuária.
- 3. Os Serviços Gerais são dirigidos por um Chefe dos Serviços Gerais nomeado, em comissão de serviço de 3 anos renováveis, pelo Director Geral, sob proposta do Administrador, dentre os funcionários com perfil, competências e experiência exigidas.
Artigo 39.º
Serviço de Hotelaria
- Ao Serviço de Hotelaria incumbe:
- a) Responsabilizar-se pelo serviço de jardinagem, orientando trabalhos de limpeza e manutenção do perímetro do Hospital;
- b) Coordenar e assegurar a manutenção da higiene e limpeza dos diferentes edifícios, mantendo-os em perfeitas condições de assepsia;
- c) Fornecer alimentação ao pessoal e doentes do Hospital;
- d) Abastecer com roupa os diferentes serviços do Hospital, assegurando a sua limpeza e as boas condições de utilização;
- e) Controlar a gestão de resíduos e organização dos respectivos circuitos internos;
- f) Controlar os serviços contratados;
- g) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 40.º
Serviço de Transportes
- Ao Serviço de Transportes incumbe:
- a) Recepcionar, estacionar, manter, limpar, controlar e, quando indicado, propor o abate do parque automóvel, incluindo ambulâncias e outros meios de transporte, assim como controlar os recursos humanos afectos;
- b) Fazer a gestão de horários dos motoristas e manutenção das viaturas em todas as suas vertentes em articulação com o Departamento de Equipamentos e Electromedicina;
- c) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 41.º
Serviço de Segurança
- Ao Serviço de Segurança incumbe:
- a) Assegurar a protecção das instalações, dos meios, dos trabalhadores e dos doentes;
- b) Organizar a circulação rodoviária, estacionamentos e controlo das portarias e acessos no perímetro do Hospital;
- c) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 42.º
Casa Mortuária
- 1. À Casa Mortuária incumbe:
- a) Receber, conservar e entregar os corpos dos doentes falecidos no Hospital;
- b) Receber, conservar e entregar os corpos dos falecidos fora do Hospital, no âmbito do Regulamento Interno da Casa Mortuária;
- c) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
- 2. A Casa Mortuária é dirigida por um Chefe da Casa Mortuária, com perfil adequado, nomeado, em comissão de serviço de 3 anos renováveis, pelo Director Geral, sob proposta do Administrador.
SECÇÃO VIII
Conselho Geral
Artigo 43.º
Composição e funcionamento
- 1. O Conselho Geral é o órgão consultivo, composto pelos seguintes membros:
- a) Director Geral, que o preside;
- b) Representante do Ministério da Saúde;
- c) Representante do Governo da Província do Cuanza-Norte;
- d) Um representante de cada grupo profissional (Médico, Técnico Superior de Saúde, Enfermagem, Técnico de Diagnóstico e Terapêutica, Administrativo e Apoio Hospitalar);
- e) Representante dos Utentes;
- f) Representante da Liga dos Amigos do Hospital.
- 2. Os membros do Conselho Directivo têm assento no Conselho Geral, sem direito ao voto.
- 3. Os representantes de cada grupo profissional que fazem parte do Conselho Geral são eleitos nos respectivos grupos profissionais, com um mandato de 3 (três) anos.
- 4. O Conselho Geral reúne-se, ordinariamente, 2 (duas) vezes em cada ano e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente.
Artigo 44.º
Atribuições
- Ao Conselho Geral compete o seguinte:
- a) Emitir parecer sobre projectos dos planos estratégico e planos anuais do Hospital, bem como sobre os respectivos relatórios de execução;
- b) Pronunciar-se sobre as estatísticas do movimento assistencial e outros documentos que permitam acompanhar a actividade global do Hospital;
- c) Dirigir ao Conselho de Direcção recomendações que julgar convenientes para o melhor funcionamento da Instituição, tendo em conta os recursos disponíveis;
- d) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
SECÇÃO IX
Conselho Fiscal
Artigo 45.º
Composição e funcionamento
- 1. O Conselho Fiscal é o órgão de fiscalização interna ao qual incumbe analisar e emitir parecer sobre a actividade financeira do Hospital.
- 2. O Conselho Fiscal é composto pelos seguintes membros:
- a) Presidente, indicado pelo Ministério das Finanças;
- b) Dois Vogais, indicados pelo Ministério da Saúde.
- 3. O Presidente do Conselho Fiscal deve ser um contabilista ou perito contabilista registado na Ordem dos Contabilistas e Peritos Contabilistas de Angola.
- 4. O Conselho Fiscal é nomeado por Despacho Conjunto dos Ministros das Finanças e da Saúde, para um mandato de 3 (três) anos, renovável por igual período.
Artigo 46.º
Competências
- O Conselho Fiscal tem as seguintes competências:
- a) Emitir, na data legalmente estabelecida, parecer sobre as contas anuais, o relatório de actividades e proposta do orçamento privativo do Hospital;
- b) Emitir parecer sobre o cumprimento das normas reguladoras da actividade do Hospital;
- c) Proceder à verificação regular dos fundos existentes e fiscalizar a escrituração da contabilidade;
- d) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
SECÇÃO X
Conselho Clínico
Artigo 47.º
Composição e funcionamento
- 1. O Conselho Clínico é o órgão de apoio técnico ao Director Clínico, que o preside e é constituído por:
- a) Directores dos Serviços Clínicos e Técnicos;
- b) Chefes dos Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Terapêutica;
- c) Chefe do Serviço de Admissão e Arquivo Médico-Estatístico.
- 2. O Presidente pode convidar qualquer entidade para participar nas reuniões do Conselho Clínico.
- 3. O Conselho Clínico reúne-se, ordinariamente, de 3 (três) em 3 (três) meses e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente.
Artigo 48.º
Competências
- O Conselho Clínico tem as seguintes competências:
- a) Avaliar o rendimento clínico e a qualidade dos cuidados prestados e propor a adopção de medidas que julgar convenientes para a sua melhoria;
- b) Fomentar a cooperação entre os serviços clínicos e os restantes serviços;
- c) Apreciar o regulamento interno de cada serviço clínico;
- d) Conhecer os protocolos e normas de diagnóstico e de tratamento dos programas nacionais e promover o seu cumprimento no Hospital;
- e) Aprovar os protocolos de diagnóstico e de tratamento propostos pelos serviços clínicos;
- f) Aprovar o plano anual de cada serviço clínico;
- g) Pronunciar-se sobre o quadro de pessoal dos profissionais de saúde e sobre toda a actividade de formação e de pesquisa;
- h) Apreciar os aspectos do exercício da medicina hospitalar que envolvem princípios de deontologia médica;
- i) Pronunciar-se sobre as queixas e as reclamações que sejam formuladas sobre a correcção técnica e profissional da assistência clínica;
- j) Verificar a implementação das normas da Carreira Médica;
- k) Aprovar o plano anual e o relatório de balanço submetido pelo Director Clínico;
- l) Pronunciar-se sobre a criação e as actividades das Comissões Especializadas;
- m) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
SECÇÃO XI
Conselho de Enfermagem
Artigo 49.º
Composição e funcionamento
- 1. O Conselho de Enfermagem é um órgão de apoio técnico ao Director de Enfermagem, que o preside e é constituído por:
- a) Supervisores de Enfermagem;
- b) Enfermeiros-Chefes.
- 2. O Presidente pode convidar qualquer entidade para participar nas reuniões do Conselho de Enfermagem.
- 3. O Conselho de Enfermagem reúne-se, ordinariamente, de 3 (três) em 3 (três) meses e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente.
Artigo 50.º
Competências
- O Conselho de Enfermagem tem as seguintes competências:
- a) Avaliar a qualidade dos cuidados de enfermagem prestados e propor as medidas que julgar convenientes para a sua melhoria;
- b) Colaborar na realização dos planos de actualização profissional do pessoal de enfermagem;
- c) Emitir parecer sobre assuntos submetidos à sua apreciação pelo Director Geral;
- d) Emitir parecer, quando consultado, sobre as queixas e reclamações que sejam formuladas sobre a correcção técnica e profissional da assistência de enfermagem prestada aos doentes;
- e) Verificar a implementação das normas da Carreira de Enfermagem;
- f) Pronunciar-se sobre o cumprimento das normas de rotina de enfermagem;
- g) Aprovar o plano anual e o relatório de balanço do Director de Enfermagem;
- h) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
SECÇÃO XII
Conselho Pedagógico e Científico
Artigo 51.º
Composição e funcionamento
- 1. O Conselho Pedagógico e Científico é um órgão de apoio técnico ao Director Pedagógico e Científico, que o preside e é constituído por:
- a) Chefes de Departamento;
- b) Orientadores de formação especializada;
- c) Responsáveis dos serviços adstritos às áreas de formação e de investigação;
- d) Representante dos internos da área médica;
- e) Representante dos internos da área cirúrgica.
- 2. O Presidente pode convidar qualquer entidade para participar nas reuniões do Conselho Pedagógico e Científico.
- 3. O Conselho Pedagógico e Científico reúne-se, ordinariamente, de 3 (três) em 3 (três) meses e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente.
Artigo 52.º
Competências
- O Conselho Pedagógico e Científico tem as seguintes competências:
- a) Definir as linhas gerais e acompanhar as actividades de formação e investigação científica desenvolvidas no Hospital;
- b) Emitir parecer sobre os planos de actividades e relatórios de formação;
- c) Emitir recomendações que julgue oportunas para o bom funcionamento das actividades formativas e de investigação;
- d) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
SECÇÃO XIII
Conselho Técnico
Artigo 53.º
Composição, funcionamento e competências
- 1. O Conselho Técnico é o órgão de apoio técnico ao Director Técnico, que o preside e é constituído por:
- a) Chefes de Departamento;
- b) Responsável dos serviços terceirizados desta área.
- 2. O Presidente pode convidar qualquer entidade para participar nas reuniões do Conselho Técnico.
- 3. O Conselho Técnico reúne-se, ordinariamente, de 3 (três) em 3 (três) meses e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente.
Artigo 54.º
Competências
- O Conselho Técnico tem as seguintes competências:
- a) Avaliar o rendimento e a qualidade dos serviços prestados e propor a adopção de medidas que julgar convenientes para a sua melhoria;
- b) Fomentar a cooperação entre os Serviços Técnicos e os restantes serviços;
- c) Apreciar o regulamento interno de cada Serviço Técnico;
- d) Pronunciar-se sobre as queixas e as reclamações que sejam formuladas sobre a correcção técnica e profissional da assistência técnica;
- e) Aprovar o plano anual e o relatório de balanço submetido pelo Director Técnico;
- f) Pronunciar-se sobre a criação e as actividades das Comissões Especializadas;
- g) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
SECÇÃO XIV
Conselho Administrativo
Artigo 55.º
Composição e funcionamento
- 1. O Conselho Administrativo é um órgão de apoio técnico ao Administrador, que o preside e é constituído por:
- a) Chefes de Departamento;
- b) Chefe dos Serviços Gerais;
- c) Chefe da Casa Mortuária;
- d) Responsáveis dos Serviços adstritos à Administração.
- 2. O Presidente pode convidar qualquer entidade para participar nas reuniões do Conselho Administrativo.
- 3. O Conselho Administrativo reúne-se, ordinariamente, de 3 (três) em 3 (três) meses e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente.
Artigo 56.º
Competências
- O Conselho Administrativo tem as seguintes competências:
- a) Colaborar na realização dos planos mensais de tarefas e de necessidades de recursos, bem como no balanço da operatividade corrente das estruturas de apoio ao funcionamento do Hospital;
- b) Assessorar o Director Administrativo em todas as suas acções no âmbito do plano referido na alínea anterior;
- c) Colaborar com o Director Pedagógico e Científico nos planos de formação dos trabalhadores adstritos à Direcção Administrativa;
- d) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
SECÇÃO XV
Comissões Especializadas
Artigo 57.º
Criação
O Director do Hospital pode criar Comissões Especializadas permanentes ou temporárias destinadas a assegurar a prossecução dos objectivos específicos ou gerais do Hospital.
SECÇÃO XVI
Gabinete do Utente
Artigo 58.º
Natureza e competência
- O Gabinete do Utente é o órgão de apoio ao Director Geral, ao qual compete:
- a) Informar os utentes sobre os seus direitos e deveres relativos aos Serviços de Saúde;
- b) Receber e tramitar as reclamações, sugestões, queixas e elogios sobre o funcionamento e organização dos Serviços e sobre o comportamento dos profissionais;
- c) Redigir as reclamações orais feitas nos termos da alínea anterior, quando o utente não pode ou não saiba fazê-lo;
- d) Sensibilizar os profissionais para a importância da qualidade dos Serviços de Saúde prestados ao utente;
- e) Encaminhar ao Director Geral ou aos respectivos serviços as reclamações e sugestões dos utentes com vista ao melhoramento da prestação de serviços;
- f) Efectuar o tratamento estatístico e a avaliação das exposições apresentadas;
- g) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
CAPÍTULO IV
Disposições Finais
Artigo 59.º
Regime do pessoal
O pessoal do quadro do Hospital está sujeito ao regime jurídico da Função Pública, tanto do regime geral como dos regimes especiais, sem prejuízo das normas éticas e deontológicas estabelecidas pelas respectivas ordens profissionais.
Artigo 60.º
Quadro de pessoal e organigrama
O quadro de pessoal e o organigrama do Hospital constam, respectivamente, dos Anexos l e II do presente Estatuto Orgânico, dos quais são parte integrante.
Artigo 61.º
Logotipo
- 1. O Hospital Geral do Cuanza-Norte «Mário Coelho Pinto de Andrade» tem o logotipo com as seguintes componentes:
- a) Um elemento tipográfico construído com base na sigla do nome do Hospital; o arranjo tipográfico está distribuído por uma tipografia com uma forma larga, que se distingue por fazer com que cada carácter tenha uma dimensão horizontal maior do que a dimensão vertical;
- b) Para além da característica citada acima, dois dos quatro caracteres que compõem o conjunto, sobrepõem-se parcialmente aos outros dois caracteres, conferindo maior dinamismo e profundidade ao elemento.
- 2. O logotipo do Hospital Geral do Cuanza-Norte «Mário Coelho Pinto de Andrade» consta do Anexo III do presente Estatuto do qual é parte integrante.
Artigo 62.º
Regulamento Interno
A estrutura interna de cada órgão e serviço que integra o Hospital é definida em diploma próprio a aprovar pelo Conselho Directivo.